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Aumenta a atividade industrial gaúcha

Indústria
A produção industrial gaúcha surpreendeu no mês de novembro, e com 51,1 pontos cresceu em relação a outubro, contrariando a sazonalidade negativa do período, revela a Sondagem Industrial divulgada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), nesta segunda-feira (16). Porém, um rumo diferente apresentou o indicador de emprego na indústria, que segue em contração: 46,4 pontos. Há 32 meses não mostra expansão. “O cenário para o primeiro semestre de 2017 segue pouco animador. Mas, ao menos, este resultado de novembro ameniza um pouco a falta de confiança dos empresários”, afirma o presidente da FIERGS, Heitor José Müller.
 
É o novembro menos pessimista dos últimos três anos, aponta a pesquisa.  A avaliação de que o penúltimo mês de 2016 foi positivo para a indústria gaúcha é reforçada pela redução da ociosidade do setor. Ao mesmo tempo, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) chegou a 68%, uma elevação de dois pontos percentuais entre outubro e novembro. A consequência disso é que o indicador relativo à UCI usual, que considera o uso da capacidade comum no mês, subiu para 40,6 pontos no período. O resultado revela UCI abaixo do usual, mas é o maior valor desde novembro 2014.
 
Outra boa notícia no mês de novembro foi o comportamento dos estoques de produtos finais. O índice de evolução ficou em 47,4 pontos, o que representa queda em relação ao mês anterior. Isso se refletiu no indicador que mede os estoques em relação aos planejados pelas empresas, que caiu para 49,2 pontos, indicando que os estoques ficaram um pouco abaixo do planejado. 
 
Cenário para 2017 Mesmo com o crescimento de alguns indicadores em novembro, para o primeiro semestre de 2017 o cenário continua pouco animador. Os índices de expectativas seguiram apontando o predomínio do pessimismo, embora alguns tenham melhorado na comparação com a pesquisa anterior. O indicador de demanda chegou a 48,8 pontos: significa que os empresários projetam pequena queda no curto prazo. O valor repete o mês anterior e tem mostrado uma acomodação depois do excesso de otimismo demonstrado anteriormente.
 
Também um indicador importante na avaliação, o índice de emprego subiu de 45,9 para 47,6 pontos, ainda distante do ideal, mas ao menos faz projetar um menor ritmo na queda nos próximos meses. O mesmo ocorre com as expectativas para as compras de matérias-primas, que subiu de 46,9 para 48,8 pontos. A demanda externa não sofre grandes mudanças: o índice de exportação atingiu 51,2 pontos, e a intenção de investimentos permanece baixa, embora o índice tenha crescido pelo quarto mês seguido (47 pontos) e alcançado o maior valor desde março de 2015.
 
A Sondagem Industrial varia de 0 a 100. Valores acima de 50 pontos indicam crescimento em relação ao mês anterior e valores abaixo, queda.