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Inovação e tecnologia estão em projetos da Mostra Sesi Com @ Ciência

Inovação e Tecnologia

A Mostra Sesi Com @ Ciência, que encerra hoje no Centro de Eventos da FIERGS, apresentou entre terça e quarta-feira mais de 150 projetos de alunos do Sesi de Contraturno, Ensino Médio e Educação e Jovens e Adultos (EJA) de 26 cidades do Estado. O evento busca estimular a ciência, a tecnologia e a inovação e os trabalhos foram selecionados nas unidades do Sesi.  Nos programas educacionais do Sesi-RS a criatividade, a responsabilidade social e a sustentabilidade são parte do dia a dia. A metodologia proposta sustenta-se em projetos de pesquisa ativa, buscando o desenvolvimento integral do estudante e a construção de competências e habilidades pela resolução de problemas. 

Os alunos Rian Lara, Lucas Lunardi e Gabriela Cardoso, alarmados com o número crescente de pessoas com depressão, elaboraram o projeto de um aplicativo para ajudar quem sofre com a doença. De acordo com os estudantes do Ensino Médio do Sesi de Sapucaia do Sul, o aplicativo, denominado Be Happy, iria oferecer dicas para lidar com a doença e dados para entender sobre o assunto, além de possibilitar, de uma forma mais fácil, o contato entre usuários e psicólogos. “Nós, com o Be Happy, queremos informar as pessoas para ter um olhar mais amplo sobre a depressão, para que elas possam ver o quão sério é esse assunto e que existem pessoas que precisam de ajuda”, disse Lucas.

O projeto desenvolvido pelo estudante Cristopher Cardoso, de 17 anos, tem como objetivo utilizar jogos digitais para auxiliar na aprendizagem da matemática.  O aluno do Ensino Médio do Sesi de Gravataí diz que a intenção é pensar em um método diferente de aprendizagem para incentivar os jovens. A plataforma usada para estudos e avaliações seria o “Mangahigh”, que é um aplicativo pago que pode ser utilizado por estudantes do 1º ano do Ensino Fundamental, até o 3º ano do Ensino Médio. “O projeto também pode ir para as escolas públicas, onde sabemos que a aprendizagem é um pouco mais fraca. Isso faria com que melhorasse o rendimento dos alunos”, explicou Cristopher.

Os alunos do Sesi de Pelotas, Allan Mendes, Guilherme Ratzmann, Monique Esteves, Rafael Neves, Isabel Ferreira e Maurício Larroza, acreditam que a maneira mais interessante de ensinar é através da tecnologia. Por isso, os estudantes do Ensino Médio desenvolveram um projeto denominado “Edutech” para ensinar disciplinas como física e língua portuguesa por meio da robótica. A ideia do projeto surgiu devido aos problemas que notaram na qualidade do ensino no Brasil. Na plataforma de madeira montada pelos alunos, que seria colocada em sala de aula, os professores podem dar exemplos práticos sobre, por exemplo, relevos e ângulos. Allan falou sobre a experiência de desenvolver o projeto em sala de aula e o incentivo que recebe na escola: “A gente fica mais motivado porque cada vez vamos descobrindo coisas novas, a medida que vamos pesquisando, além de vermos que deu resultado. Isso dá mais motivação para continuar produzindo”.

Pensando na produção de energia nas indústrias, os estudantes Jone Santos e Gabriel Swensson, realizaram um projeto de pesquisa sobre o reaproveitamento do resíduo industrial. Os alunos do EJA do Sesi de Pelotas relataram que algumas indústrias já utilizam o vapor das caldeiras, que alimentam o maquinário, para gerar energia. A energia elétrica gerada pode sustentar toda a indústria de forma sustentável. Além disso, o restante pode ser vendido para o sistema público de energia e cinza que sobra da caldeira é usada como adubo nas lavouras. Sobre a oportunidade de expor o trabalho na Mostra do Sesi, Jone diz que se sentiu muito incentivado: “Fico muito contente, é muito bacana a iniciativa do Sesi, abre o horizonte e melhora a autoestima do estudante”. O rapaz, de 26 anos, conta ainda que decidiu concluir o ensino médio para poder cursar o Ensino Superior e, assim, ter uma atividade maior na sociedade.

Para incentivar as pessoas a repararem nas coisas simples do cotidiano, alunas do Contraturno do Sesi de Gravataí elaboraram um projeto de fotografia digital e edição digital de imagens. O grupo, formado por Larissa Evaldt, Mariana da Silva, Julia Machado e Melina Alves, propôs aos colegas de turma que os mesmos fotografassem o que achassem bonito, como paisagens e flores, com uma câmera digital. Elas montaram um álbum com essas fotografias, na intenção de mostrar às pessoas coisas simples e bonitas  que podem existir no dia a dia. Mariana diz que a ideia de incentivar os alunos a fazerem projetos é muito boa, para ela, isso ajuda a adquirir conhecimentos diversos: “Eu acho isso muito legal porque nos ajuda bastante, algumas coisas que ainda não aprendemos na escola, aprendemos nos projetos”.

Além da mostra, os alunos e professores puderam participar de seminários com especialistas que abordaram temas como tecnologias e inovação na educação.

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Crédito foto: Dudu Leal