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Torneio de Robótica FLL ensina brincando

Competição

A equipe Tecnoway, da Escola de Ensino Médio Impulso, de Caxias do Sul, ficou com o primeiro lugar na final do Torneio de Robótica First Lego League, organizado pelo Sesi, na Escola Sesi de Ensino Médio de Montenegro, no último sábado. A segunda colocada foi Androids, do Colégio Coração de Maria, de Esteio, e a terceira foi Galilegos, do Colégio Santa Inês de Porto Alegre. As três equipes, juntamente com a Kvutzah Chai (Colégio Israelita de Porto Alegre), Lobóticos (EMEF Heitor Villa Lobos/Porto Alegre), Aventura Lego (Sesi Santa Cruz do Sul), Future Diamonds (EEEF Farroupilha, de Horizontina), Elétrica (EMEF Timbaúva de Porto Alegre) e Just 4 Fun (Colégio Marista Pio XII de Novo Hamburgo) se classificaram para a etapa nacional do Torneio, que será realizado em Curitiba, no próximo ano. A grande final do Estado contou com 26 equipes, com alunos de 6 a 16 anos, de diversas regiões do Estado que competiram e se divertiram durante todo o sábado.

O desafio desta temporada foi Hydro Dynamics. A água, como encontramos, transportamos, usamos ou descartamos. E as equipes trouxeram soluções e questionamentos para o uso consciente da água no Projeto de Pesquisa, uma das categorias do torneio. Usar a água que sai do ar condicionado para hortas ou tratá-la e torná-la potável ou juntar a água da chuva e usá-la para limpeza foram alguns dos trabalhos propostos. No Desafio do Robô, as equipes colocam os robôs de Lego para cumprir missões nas mesas da Arena.  Nesta temporada, os robôs, projetados e construídos pelos alunos, tiveram que fazer atividades como remover um cano quebrado, virar tampas de bueiro e mover bombas de água. No Design do Robô, os juízes levaram em consideração, dentre outras pontos, o número e tipos de sensores utilizados, total de peças e acessórios, além da estratégia e programação. Por fim, os estudantes precisaram mostrar na categoria Core Values que sabem trabalhar em equipe, lembrando sempre que é uma competição amigável. 

A representante do Comitê Nacional de Avaliação do Torneio, Rosi de Carvalho, explicou que o objetivo do torneio é fazer o aluno pensar. “Ele tem que defender uma tese. Pensam em tecnologia, conceitos de física, aprendem a pesquisar e buscar soluções para problemas. Tudo isto, trabalhando em equipe e cooperando com outros alunos”, destacou. 

As novas amizades e o trabalho em equipe são citadas pela aluna Luiza Tavares, da equipe Aventura Lego Sesi de Santa Cruz do Sul, como pontos altos do torneio. “A gente aprende um monte de coisas e se diverte muito”, contou ela. “Este é o segundo ano que participo e cada vez tem coisas novas para gente aprender”, disse.

Ao levar a robótica para as salas de aula, o Sesi quer estimular o interesse dos participantes pelas áreas de química, física, matemática, engenharias e novas tecnologias. “A robótica é a concretização de projetos. O aluno vê conceitos serem transformados em realidade, executa e pode corrigir os próprios erros. Além disso, a robótica ensina que o trabalho em equipe e colaborativo é fundamental. E este conceito trabalhamos na educação do Sesi”, ressalta a gerente de Educação do Sesi-RS, Sônia Bier.  Atualmente 21 unidades do Sesi gaúcho lecionam robótica, envolvendo mais de 1.900 crianças e adolescentes. 

Desde 2013, o Sesi é o operador oficial no Brasil do Torneio de Robótica First Lego League. Nesse período, foram quase 17 mil competidores de mais de 1.700 escolas públicas e particulares. Atualmente, cerca de 400 escolas do Sesi de ensino fundamental e médio de todo o Brasil contam com o programa no currículo, independentemente da participação no torneio. A competição fortalece a capacidade de inovação, criatividade e raciocínio lógico, inspirando jovens a seguir carreira no ramo da ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática.


Crédito foto: Dudu Leal