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China

A indústria de transformação gaúcha reduziu em 12,7% suas exportações em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, ao vender para o exterior US$ 897 milhões. Contribuíram mais significativamente para este resultado negativo Máquinas e equipamentos, com queda de 28,2%; e Veículos automotores, com -20,3%. Os segmentos de Alimentos (9,2%) e Celulose e Papel (20,5%) se destacaram positivamente, insuficiente, todavia, para compensar as perdas.

A crise cambial na Argentina e a redução das vendas de carne suína provocada pelo embargo da Rússia, no contexto externo; e a greve dos caminhoneiros, no contexto interno, provocaram forte retração nas exportações da indústria de transformação gaúcha no segundo trimestre de 2018, em relação ao mesmo período de 2017. É o que revela a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), ao divulgar, nesta terça-feira (10), a Balança Comercial.

A XI Reunião de Cúpula Empresarial China-Lac reúne até este sábado (2), em Punta del Este, no Uruguai, 2,2 mil participantes para tratar de temas voltados às relações comerciais entre China, América Latina e Caribe. São mais de 700 empresas das três regiões no evento, além de empresários, entre eles o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry, autoridades, especialistas em China e América Latina, representantes de organismos multilaterais e internacionais de financiamento.

As exportações totais do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,79 bilhão e apresentaram um crescimento muito pequeno em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado: 0,6%. Em uma análise desagregada, o grupo das commodities (totalizando US$ 718 milhões) caiu 1,1%. A indústria de transformação, por sua vez, embarcou US$ 1,05 bilhão, incremento de apenas 1,2%, bem inferior ao do Brasil no período, que foi de 4,5%.

Influenciadas positivamente pelas commodities, que subiram 36% e somaram US$ 605 milhões, as exportações totais do Rio Grande do Sul aumentaram 14,8% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Totalizaram US$ 1,51 bilhão. A soja foi o principal produto do grupo, com US$ 551 milhões, um acréscimo de 35,3% na mesma base de comparação, com compras especialmente da China.

A articulação da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) em diversas ações de promoção comercial no exterior deverá ser uma das maiores aberturas de oportunidades para as empresas gaúchas. Ao longo de 2017, por meio da Gerência de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Gerex) e do Centro Internacional de Negócios (CIN-RS), a entidade terá uma agenda intensa de atividades que contemplam diferentes setores de produção e que colaboram com empresas que se posicionam com estratégias de internacionalização.

Uma comitiva chinesa esteve na FIERGS, nesta quarta-feira (11), recebida pelo coordenador do Conselho de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Concex), Cezar Müller. A reunião foi pautada pela possibilidade de novas oportunidades de negócios, “tanto para a China como para o Brasil, em um momento de incertezas na política internacional”, como destacou o cônsul geral em São Paulo, Song Yang.
O Brasil não dá a devida importância à propriedade industrial. No ano passado, foram apenas 35 mil pedidos de patentes no País, enquanto a China, por exemplo, recebeu 1 milhão de solicitações. O alerta foi feito pelo pesquisador do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Wilson Fogazzi, nesta quinta-feira (24), durante apresentação no 2° Fórum de Proteção do Conhecimento Sensível.
Após caírem 37,9% em setembro, as exportações no Estado voltaram a apresentar forte retração em outubro (18,1%) na comparação com o mesmo período de 2015, ao somarem US$ 1,25 bilhão.  Se consideradas apenas as vendas externas da indústria, que alcançaram US$ 1,04 bilhão, o recuo chegou a 8,3%, contra 33% queda do mês anterior. “Além dos problemas relacionados à queda da demanda externa de países como a Venezuela, temos observado a manutenção do quadro de perda de competitividade das nossas mercadorias no exterior.
Ao somarem US$ 1,3 bilhão em setembro, as exportações do Rio Grande do Sul fecharam com uma queda de 37,9% em relação ao mesmo mês de 2015. Considerando apenas a indústria, que alcançou US$ 1,07 bilhão e representou 82,4% do total embarcado pelo Estado, a retração chegou a 33%. O resultado foi bastante influenciado pelo desempenho atípico do ano passado, em função da exportação de uma plataforma de petróleo e gás (P-67) no valor de US$ 394,1 milhões.