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China

Com três dias úteis a mais do que em igual período de 2017, as exportações totais gaúchas subiram 6,4% em abril, ao somarem US$ 1,6 bilhão. Considerando apenas a indústria de transformação, que alcançou US$ 1 bilhão e representou 62,7% da pauta, a variação foi ainda maior, 12,5%. “A Argentina, principal destino dos produtos manufaturados produzidos pelo nosso estado, vive um período turbulento.

O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), Charles Tang, disse na tarde destra segunda-feira (19), em palestra para industriais gaúchos na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), que infraestrutura, especialmente em áreas de energia, ferrovias, portos e aeroportos, segue como o principal objetivo dos chineses no Estado.

“Comércio entre Brasil e China: desafios e oportunidades” será o tema da reunião, na próxima segunda-feira (19), na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), com o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), Charles Tang. Ele virá ao Rio Grande do Sul para avaliar com empresários as perspectivas de investimento chinês no Estado. A reunião do Conselho de Comércio Exterior da FIERGS ocorrerá às 14 horas.

O resultado das exportações gaúchas revela uma grande expansão em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. As vendas externas totais cresceram 219,5%, somando US$ 2,98 bilhões, nesse caso contabilizada uma plataforma de petróleo e gás (P-74), no valor de US$ 1,53 bilhão. A influência exercida sobre o resultado da indústria também foi acentuada (+221%, totalizando US$ 2,72 bilhões).

A XI Reunião de Cúpula Empresarial China-Lac reúne até este sábado (2), em Punta del Este, no Uruguai, 2,2 mil participantes para tratar de temas voltados às relações comerciais entre China, América Latina e Caribe. São mais de 700 empresas das três regiões no evento, além de empresários, entre eles o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry, autoridades, especialistas em China e América Latina, representantes de organismos multilaterais e internacionais de financiamento.

As exportações totais do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,79 bilhão e apresentaram um crescimento muito pequeno em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado: 0,6%. Em uma análise desagregada, o grupo das commodities (totalizando US$ 718 milhões) caiu 1,1%. A indústria de transformação, por sua vez, embarcou US$ 1,05 bilhão, incremento de apenas 1,2%, bem inferior ao do Brasil no período, que foi de 4,5%.

Influenciadas positivamente pelas commodities, que subiram 36% e somaram US$ 605 milhões, as exportações totais do Rio Grande do Sul aumentaram 14,8% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Totalizaram US$ 1,51 bilhão. A soja foi o principal produto do grupo, com US$ 551 milhões, um acréscimo de 35,3% na mesma base de comparação, com compras especialmente da China.

A articulação da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) em diversas ações de promoção comercial no exterior deverá ser uma das maiores aberturas de oportunidades para as empresas gaúchas. Ao longo de 2017, por meio da Gerência de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Gerex) e do Centro Internacional de Negócios (CIN-RS), a entidade terá uma agenda intensa de atividades que contemplam diferentes setores de produção e que colaboram com empresas que se posicionam com estratégias de internacionalização.

Uma comitiva chinesa esteve na FIERGS, nesta quarta-feira (11), recebida pelo coordenador do Conselho de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Concex), Cezar Müller. A reunião foi pautada pela possibilidade de novas oportunidades de negócios, “tanto para a China como para o Brasil, em um momento de incertezas na política internacional”, como destacou o cônsul geral em São Paulo, Song Yang.
O Brasil não dá a devida importância à propriedade industrial. No ano passado, foram apenas 35 mil pedidos de patentes no País, enquanto a China, por exemplo, recebeu 1 milhão de solicitações. O alerta foi feito pelo pesquisador do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Wilson Fogazzi, nesta quinta-feira (24), durante apresentação no 2° Fórum de Proteção do Conhecimento Sensível.