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A crise cambial na Argentina e a redução das vendas de carne suína provocada pelo embargo da Rússia, no contexto externo; e a greve dos caminhoneiros, no contexto interno, provocaram forte retração nas exportações da indústria de transformação gaúcha no segundo trimestre de 2018, em relação ao mesmo período de 2017. É o que revela a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), ao divulgar, nesta terça-feira (10), a Balança Comercial.

A greve dos caminhoneiros e a crise cambial da Argentina, principal destino de produtos manufaturados do Estado, afetaram fortemente as exportações gaúchas em maio. Mesmo com o bom desempenho das commodities – alta de 13,4%, em um total de US$ 812 milhões –, o valor embarcado pela indústria de transformação (US$ 940 milhões), foi 10,6% menor no mês, em comparação ao mesmo período de 2017. Já para o país vizinho, a redução foi de 22,2%. Como consequência dessas dificuldades, as exportações totais do RS também tiveram queda: 0,8%, totalizando US$ 1,77 bi.

Com três dias úteis a mais do que em igual período de 2017, as exportações totais gaúchas subiram 6,4% em abril, ao somarem US$ 1,6 bilhão. Considerando apenas a indústria de transformação, que alcançou US$ 1 bilhão e representou 62,7% da pauta, a variação foi ainda maior, 12,5%. “A Argentina, principal destino dos produtos manufaturados produzidos pelo nosso estado, vive um período turbulento.

O lançamento da Câmara Empresarial Argentino-Brasileira do Rio Grande do Sul (CEAB-RS) ocorre na próxima segunda-feira (7), a partir das 11h, na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), com a participação do embaixador do país no Brasil, Carlos Magariños. A finalidade da Câmara é promover e incentivar o desenvolvimento das relações comerciais e econômicas entre o Estado e a Argentina, que atualmente é a principal origem das importações gaúchas e o segundo destino das exportações.

As exportações do Rio Grande do Sul tiveram um forte crescimento em março de 2018, na comparação com o mesmo mês do ano passado: 19%, fechando em um total de US$ 1,56 bilhão. A análise desagregada mostra que as commodities, influenciadas pelo desempenho da soja (+45,7%), tiveram alta de 36,7%, ao somarem US$ 432 milhões.  O resultado quebra o recorde para o período, que era de US$ 315,6 milhões, de 2017.

O resultado das exportações gaúchas revela uma grande expansão em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. As vendas externas totais cresceram 219,5%, somando US$ 2,98 bilhões, nesse caso contabilizada uma plataforma de petróleo e gás (P-74), no valor de US$ 1,53 bilhão. A influência exercida sobre o resultado da indústria também foi acentuada (+221%, totalizando US$ 2,72 bilhões).

O ano de 2018 começa bem para a indústria gaúcha, aponta a Sondagem Industrial, divulgada nesta terça-feira (27) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). O índice que mede a evolução da produção alcançou 52,8 pontos em janeiro, o que denota um crescimento em relação a dezembro de 2017. Desde 2013, o índice não ficava acima de 50 pontos no primeiro mês do ano. Da mesma forma, o emprego (53 pontos) mostrou o primeiro crescimento no mês em oito anos. “O cenário de recuperação deve persistir nos próximos meses.

As exportações de janeiro deste ano da indústria do Rio Grande do Sul registraram o melhor desempenho neste mês desde 2012, alcançando US$ 1,05 bilhão, 16,3% a mais do que em igual período de 2017.  A variação foi superior à registrada pela indústria nacional, de 12,5%. “O bom resultado se dá pela base de comparação baixa e pelo aquecimento da demanda externa, principalmente de mercados que consomem boa parte de nossos produtos, como Argentina, Estados Unidos e União Européia”, explica o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry.

 A indústria de transformação do Rio Grande do Sul terminou o ano de 2017 com aumento disseminado, mas pequeno em suas exportações: 1,5% em relação a 2016, totalizando US$ 12,6 bilhões. “A elevação da demanda externa do Mercosul e dos demais países da América Latina, favorecida pelo cenário internacional positivo, foi fundamental para gerar esse crescimento. O resultado, no entanto, devolve apenas uma pequena fração das perdas sofridas pelo nosso setor nos últimos anos.

As exportações do Rio Grande do Sul registraram crescimento de 6% no acumulado de janeiro a novembro de 2017, em comparação ao mesmo período do ano passado. Alcançaram US$ 16,25 bilhões, sendo a indústria responsável por US$ 11,4 bilhões deste total, o que representa US$ 153 milhões a mais nesses 11 meses, incremento de 1,4% em relação a 2016. “O resultado deste ano ainda é tímido e apenas devolve uma pequena parte das perdas que ocorrem para os exportadores desde 2012.