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Um dos símbolos da identidade gaúcha, a erva-mate tornou-se o primeiro patrimônio cultural imaterial do Rio Grande do Sul. A oficialização ocorreu na última semana, no Galpão Crioulo do Palácio Piratini. No evento, houve a assinatura do termo de registro em que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) reconhece o valor histórico-cultural do Sistema Cultural e Socioambiental da Erva-Mate Tradicional, envolvendo o seu cultivo e comercialização. Esse foi o primeiro registro desta natureza no Estado.
 

A solenidade contou com a presença do governador Eduardo Leite, da secretária da Cultura, Beatriz Araújo, do diretor do Departamento de Memória e Patrimônio da Secretaria da Cultura (Sedac), Eduardo Hahn, e do diretor do Iphae, Renato Savoldi. O presidente do Sindicato da Indústria do Mate do Estado do Rio Grande do Sul (Sindimate-RS), Alvaro Pompermayer, também esteve em Porto Alegre acompanhando o evento histórico, bem como a secretária executiva do Sindicato, Izabel Paludo, representando o setor ervateiro.  

O Rio Grande do Sul é o maior produtor de folha verde de erva-mate no país e o maior exportador nacional. A planta, que já foi reconhecida como árvore-símbolo do Estado, é cultivada em mais de 32 mil hectares, principalmente por pequenos produtores rurais.

O governador comentou sobre a identificação dos gaúchos a partir do hábito do chimarrão, que tem a erva-mate como ingrediente, e sobre a importância da preservação e proteção deste símbolo. “Com esse registro, reconhecemos e protegemos algo que já faz parte da identidade do nosso povo. O chimarrão é nossa bebida típica, que popularizou a erva-mate, e o companheiro do dia a dia do gaúcho em um ritual que une famílias e amigos”, observou. 

Leite destacou a relevância econômica da erva-mate e os efeitos do seu registro como patrimônio cultural imaterial. “As propriedades e localidades que mais se conectam ao sistema de cultivo tradicional da erva-mate, por exemplo, geram possibilidade de exploração turística porque é algo que desperta o interesse das pessoas. Então, além da valorização de uma identidade cultural e dos povos originários envolvidos no processo, existe também uma repercussão econômica positiva que toca na vida das pessoas”, afirmou. 

Fonte: Governo do Estado do RS

segunda-feira, 19 de Junho de 2023 - 14h14

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